Olá, seja bem-vindo(a) à LenonTech!
A história da LenonTech é feita de família, coragem e evolução — da relojoaria raiz ao sistema moderno que você vê hoje.
A história da LenonTech começa muito antes da tecnologia dominar o mundo. Ela começa nos anos 80, na tradicional Galeria de Mauá, com um homem sonhador vindo da Bahia para São Paulo: Gisleno, mas conhecido por todos como Leno.
Baiano de coração quente, paulista por escolha, Leno construiu não apenas uma loja, mas uma história de vida. Ao lado de Marcos — hoje padrinho de seu filho mais novo Kaique — também relojoeiro, aprendeu as técnicas que o transformaram em um verdadeiro mestre da relojoaria. Não apenas vendia relógios — ele dominava as máquinas quartz mais simples e também os complexos mecanismos automáticos que exigem precisão, paciência e talento.
A LenonTech nasceu como relojoaria. Mas sempre foi muito mais do que isso.
Um homem, uma família, um legado
Leno nasceu nos anos 60 e veio jovem para São Paulo, onde morou com sua irmã Eni Maria — mais que uma irmã, uma segunda mãe, companheira fiel até seus últimos dias.
Aqui construiu sua família ao lado de Deuslene, carinhosamente conhecida como Deusa, com quem teve três filhos: Diego, John Lennon e Kaique.
E como todo grande pai, ensinou pelo exemplo.
Diego: o talento precoce
Diego, o filho mais velho, começou cedo. Muito cedo. Aos 6 anos pegava ônibus sozinho para ir da casa até a galeria no centro de Mauá ajudar o pai. Era admirado por todos que viam sua coragem e dedicação.
Aos 10 anos montou seu primeiro Orient automático — um marco que Leno contava com orgulho para qualquer pessoa que entrasse na loja.
Diego cresceu não apenas como relojoeiro, mas como técnico completo, entendendo de eletrônica, celulares e diversos sistemas. Hoje atua também na área de segurança e monitoramento da Pirelli, mas nunca deixou de carregar consigo os ensinamentos do pai — e continua aplicando esse conhecimento na LenonTech.
John Lennon: coragem e determinação
John Lennon — nome de artista, espírito batalhador — aprendeu os segredos da profissão e desde cedo encarou a rotina intensa do trabalhador brasileiro: trabalho, escola, pouco descanso, qualidades que faziam seu pai sentir muito orgulho, pois o mesmo contava a todos pela força de vontade do filho, de levantar cedo e ser o primeiro a chegar no trabalho.
Leno fazia questão de buscar os filhos na escola, principalmente nos dias de chuva. Esse cuidado marcava a essência dele como pai.
Anos depois, John sofreu um grave acidente de moto, quebrando fêmur, tíbia e rótula. Uma luta intensa começou. Mesmo enfrentando cirurgias, fixador externo e limitações físicas, ele voltou à loja para ajudar o irmão Kaique quando o pai já enfrentava a batalha contra o câncer.
Essa atitude encheu o pai de orgulho. Mesmo acamado, Leno via os filhos unidos mantendo a LenonTech viva.
A evolução: de relojoaria à assistência técnica
Curiosos por natureza, Leno e Diego decidiram se aventurar em uma nova área que crescia rapidamente: celulares.
Ao consertarem o primeiro aparelho, a LenonTech deixou de ser apenas uma relojoaria para se tornar também uma assistência técnica de celulares — acompanhando a evolução da tecnologia e das necessidades das pessoas.
Mesmo trabalhando na Pirelli nos anos 2000, Leno nunca abandonou a loja. A LenonTech sempre foi seu coração.
São Paulo: a cidade que fazia parte do sonho
Leno acordava cedo. Muito cedo.
Em muitos dias, levava Kaique para a escola de carro e seguia para São Paulo em busca de peças e novidades. 25 de Março, Santa Ifigênia, Sé — ele conhecia cada rua.
Amava São Paulo. Amava andar pelas galerias, negociar, conversar, aprender.
Sempre que podia, levava os filhos. Às vezes, a família inteira ia junto. Esses momentos eram mais do que compras — eram aprendizado, convivência e construção de memória.
Hoje, Kaique repete os passos do pai. Leva as primas, a mãe, vai com os irmãos. Refaz os mesmos caminhos, honrando uma tradição que atravessa gerações.
O jeito Leno de ser
Mais do que técnico, Leno era amigo.
Brincalhão, carismático, santista fanático — sempre vestindo o manto alvinegro praiano — conquistava todos ao seu redor. Muitas pessoas iam até a loja não apenas para consertar algo, mas para conversar, cumprimentar, dar risada ou simplesmente dar um “oi”.
Ele tinha amizade verdadeira com clientes e fornecedores. Um exemplo disso era sua relação com Remo Gracio, Mohammed, Jackson, entre outros parceiros da profissão.
Esse espírito alegre continua vivo na LenonTech. Quem entra na loja sente que ali existe mais do que serviço técnico: existe humanidade.
A promessa
Em 2025, Leno faleceu em decorrência do Mieloma Múltiplo.
Nos seus últimos dias, Kaique — filho mais novo — fez uma promessa: manter a loja de pé, fazê-la crescer e continuar os estudos. Hoje, essa promessa está sendo cumprida.
Kaique iniciou os estudos em Tecnologia da Informação na Universidade Nove de Julho na semana em que seu pai foi internado pela primeira vez. A primeira semana foi um misto de emoções: a felicidade de dar orgulho ao pai ao cursar o ensino superior, e a tristeza imensa ao saber que ele estava com um tumor e precisaria passar por cirurgia.
A pressão psicológica era imensa, mas a vontade de orgulhar o pai era maior. O ano de 2026 será especial por ser o ano de formatura de Kaique — sem a presença física do pai, mas com a certeza de que ele está orgulhoso, torcendo lá de cima.
O renascimento: Jeniffer, Ana Júlia e a nova geração
Em um dos momentos mais difíceis da história da LenonTech, quando a dor da perda ainda era recente e a responsabilidade parecia maior do que qualquer força humana, Kaique entendeu que precisava de alguém ao seu lado.
Alguém de confiança absoluta. Alguém que não estivesse ali apenas por trabalho, mas por propósito.
E então veio o nome que já fazia parte da história desde a infância: Jeniffer Eduarda.
Desde pequenos, Kaique e Jeniffer caminhavam juntos. De mãos dadas na infância, caminhando juntos na vida adulta. Quando foi chamada, Jeniffer não tinha experiência técnica. Mas tinha algo muito maior: caráter, coragem e fé.
Ela acreditou. Aceitou começar pequeno. Aceitou aprender do zero. Aceitou o desafio em um momento em que a LenonTech precisava mais de união do que nunca.
Kaique, mesmo dividido entre trabalho, responsabilidades e faculdade, decidiu ensinar tudo o que sabia, além de contar com a ajuda do irmão Diego para as ensinar. E ela aprendeu rápido — muito rápido.
Com dedicação incansável, mãos firmes e olhar atento, transformou-se em uma técnica e relojoeira de excelência. Cada conquista dela representava mais do que aprendizado: era a prova de que a LenonTech estava renascendo.
Graças à competência e comprometimento de Jeniffer, Kaique pôde investir tempo na expansão estratégica da loja. O grande sistema digital que hoje moderniza a LenonTech só foi possível porque ela segurou a base com firmeza ao lado de sua irmã Ana Júlia — e claro, ambas participaram ativamente dando ideias na construção deste grande sistema.
Ela não foi apenas ajuda. Foi pilar.
E junto dela veio também sua irmã, Ana Júlia. Com apenas 15 anos, trouxe algo raro: vontade genuína de aprender e conquistar o primeiro espaço no mundo profissional. Mesmo jovem, mostrou maturidade, disposição e respeito pela história que estava sendo construída. Mesmo com tão pouco tempo de trabalho, já conserta como se tivesse 10 anos de experiência na área de TI.
Aprender tão cedo em um ambiente técnico exige coragem. E ela teve.
Hoje, a LenonTech não é apenas uma assistência técnica. É também formação, crescimento, oportunidade e continuidade.
A chegada das duas marcou um novo capítulo: o da reconstrução com esperança. E, com orgulho, pode-se dizer que cada conquista recente da LenonTech carrega a dedicação delas.